segunda-feira, 1 de março de 2010

É preciso estar atento !

Lá em Brasiville, o presidente, que já está no segundo mandato, quer aproveitar a sua grande popularidade para, quem sabe, eleger seu sucessor. Mas não dá para contar com o "ovo dentro da galinha".

Um político das jandaias cantoras, situacionista, que já foi ministro de estado, vinha apregoando que, junto com a candidatura oficial da situação, ele também deveria ser candidato à presidência e com a benção do atual mandatário, pois, segundo tal político, isto poderia ajudar na eleição sucessória oficial.

Como assim ? Dois candidatos situacionistas e isto ajudaria a eleição de um deles ?
O tempo, sempre o tempo, é o senhor da razão, diriam os mais antigos.

Eis que recentemente, o maior e talvez um dos jornais mais lidos do país publica reportagem com aquele político das jandaias cantoras em que o mesmo solta farpas e denuncia descalabros e "ajuntamentos oportunistas" da situação governista, ressalvado o presidente, numa postura nítida de candidato oposicionista, mesmo integrando discretamente a mesma base situacionista.

Aí, então, a razão que o tempo acaba por mostrar.

Com esta "nova" postura, de roupagem oposicionista, quem seriam, então, os eleitores visados por este neo-oposicionista "ferrenho", senão os eleitores que já não votariam na candidatura oficial da situação, mas sim, ou talvez, na candidatura oposicionista ?
Está aí desvendada aquela estratégia de "ajuda" antes sugerida.

Tal candidatura do político das jandaias cantoras, agora com roupagem neo-oposicionista, serviria, sim, ao tirar votos do candidato oposicionista, como um "reforço" às avessas à candidatura oficial da situação.

Ética ? Estratégia eleitoral ?
Tolos serão os que embarcarem nessa canoa-furada travestida de neo-oposição, pois nem almeja, sequer, chegar ao outro lado do Rio e, os passageiros, serão deixados ao sabor das correntezas.

Votando, de um jeito ou de outro, é preciso estar atento!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Anistia - História ou Revanche ?

A Lei.


"O art. 1: Art. 1º É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 02 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexo com estes, crimes eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos servidores da Administração Direta e Indireta, de fundações vinculadas ao poder público, aos Servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário, aos Militares e aos dirigentes e representantes sindicais, punidos com fundamento em Atos Institucionais e Complementares (vetado)."

O veto.




PNDH-III - Anistia. História ou Revanche ?


É inegável o direito de que a história seja contada de forma verdadeira, até para que não se repitam os erros e desatinos - para ser brando -, mas para que isto ocorra, há que se liberar, de forma historicamente irrestrita, os arquivos da época.

Tal liberação da memória, a história está aí para não nos deixar esquecer, nunca será verdadeira, se para isto for utilizada uma "Comissão Nacional de Verdade", ainda mais advinda de raízes estatais. O caminho correto é sempre a liberação "in natura" , irrestrita, à população, onde todos e principalmente historiadores em geral poderão ter acesso, o que aumentará o nível de repasse da informação.


Contudo, há que se evitar, totalmente, qualquer chance de revanchismos ou qualquer tentativa de se tumultuar a democracia, com uma exdrúxula e desproposital revisão da lei de anistia.


Quem viveu politicamente aquele período, sabe das diferenças cruciais para períodos semelhantes nos demais países latino-americanos. O que se fez, no Brasil, foi uma anistia ampla e livremente discutida entre situação e oposição com um objetivo muito claro: abrir caminho para uma real e forte democracia.


O resultado está aí, temos uma democracia forte e cada vez mais madura, que não pode ceder a aventuras revanchistas.

sábado, 16 de janeiro de 2010

E se a condenação fosse à pena de morte ?

Homem passa 35 anos na cadeia e só agora é declarado inocente.




A pena de morte já traz em si um erro: "Pena" !

Na prática é apenas o Estado agindo "legalmente" como um criminoso, tirando uma vida que, uma vez concretizada, exclui qualquer chance de arrependimento ou revisão ou até mesmo, como deve ser o objetivo de uma "pena", de uma possível ressocialização do apenado.

E, em última análise, quando o Estado mata, o faz em nosso nome. Somos nós que estamos matando.

Por pior que tenha sido o crime, matar o criminoso não é penalizá-lo, pois que não será possível demonstrar tácitamente o efeito da penalidade sobre o criminoso e se o mesmo estará ou não se arrependendo do crime cometido e o que ele, então, fará para remediar o mal perpetrado.

No fim, condenar à morte é vingar-se e não há nobreza na vingança.

Não à pena de morte!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Extra - Nathan !

Nathan, fique em paz e com Deus !

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Hipocrisia.

Notícia de 02/12/2009 (O Globo) : "...o primeiro ministro do Nepal Madhav Kumar vai escalar os 5 mil metros da base do Everest para alertar o mundo sobre as ações do efeito estufa nas mudanças climáticas.."



Notícia de 24/11/2009 (Gazeta do Povo): "Festival religioso no Nepal sacrificará 200 mil animais."



Como explicar a "preocupação" com o efeito estufa em contraponto ao massacre permitido ou tolerado de animais ? Hipocrisia !

E não é uma exclusividade do Nepal, não !
Acontece a toda hora, em todo lugar.
Este tipo de atitude / comportamento hipócrita é, infelizmente, mais comum do que se pode pensar e no Brasil não é diferente.

A formação do ser humano é fundamental, seja para tentar acabar com estas hipocrisias, seja para evitar que, desavisados e com boa-fé, embarquemos em "campanhas" hipócritas.

Educação é fundamental.


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A Filosofia.

Filosofia é o amor ao saber.

Em filosofia, não importa se o filósofo que se está estudando ou pesquisando é ou não religioso, é ou não do "nosso gosto". O que interessa é entender o pensamento do filósofo, retirar o que se acha mais significativo, que tanto pode ser do filósofo religioso quanto do não-religioso, daquele com ou sem empatia, e a partir de tudo isto, FORMAR O SEU PRÓPRIO PENSAMENTO.

Que não se perca tempo com discussões inócuas, tais como tentar fazer um religioso virar ateu ou um ateu virar religioso e, muito menos, que não se prenda a se auto-classificar como inatista, empirista, existencialista, positivista, "qualquerista", pois toda corrente de pensamento tem coisas boas e outras nem tanto e se nos prendermos a uma corrente, perdemos tudo de bom das demais.

É preciso lembrar-se: vale mais a pena entender o máximo possível, sem pré-conceitos, retirar o que de melhor houver e... FORMAR O SEU PRÓPRIO PENSAMENTO, sempre em busca da verdade, com amor ao saber e espírito livre e investigativo.

E até para validar o que eu disse acima, você não é obrigado, é claro, a estar de pleno acordo comigo.

É preciso aprender a pensar. Livremente !


(à Francisco das Chagas Alves de Araujo, neste 50o.)

sábado, 14 de novembro de 2009

Solidariedade !



BOM MESMO É IR À LUTA COM DETERMINAÇÃO,
ABRAÇAR A VIDA E VIVER COM PAIXÃO,
PERDER COM CLASSE E VIVER COM OUSADIA,
POIS O TRIUNFO PERTENCE A QUEM SE ATREVE,
E A VIDA É MUITO BELA PARA SER INSIGNIFICANTE.
(Charles Chaplin)


* imagens de autor desconhecido.
Se você conhece o autor, por favor me informe.