segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Tenha Fé !

Li recentemente de uma pessoa amiga, adoentada: "Daqui a pouco vem alguém e diz que se eu tiver fé, ficarei curada."
O que significa quando dizemos: Tenha fé !
Para nós, que temos fé, ter e manter a fé não significa que estaremos livres de todo e qualquer problema, ou que ficaremos curados de toda e qualquer doença.
Não, não é isto que significa ter fé.
Ter e manter a fé significa não se entregar à problemas, à dor, a sofrimento, à doença, mas sim, mesmo com problemas, com dor, com sofrimento, com doença, não deixar de lutar. Não deixar de acreditar que há uma força que nos dá forças para enfrentar todas essas dificuldades e que essa força chega a nós pela fé.
Então, quando desejamos a alguém que mantenha a fé, estamos desejando exatamente isto e não estamos dizendo ou garantindo que tudo vai sumir num estalar de dedos, só por ter fé. Isto não é fé.
Por outra, pesquisas sérias tem chegado à conclusão de que a fé realmente faz diferença num tratamento de qualquer doença, até pela predisposição positiva de enfrentamento da adversidade, mas não basta dizer: tenho fé. Não. Ter fé é mais que isto.
Posso desejar a alguém que tenha fé, mas isto não fará com que esse alguém tenha fé. A este desejo, a este convite, cada um está livre para responder sim ou não. Ter fé passa, antes de tudo, por uma liberdade individual de escolha, pois só uma convicção verdadeira dá a paz e serenidade para esta adesão, livre, à fé.
A fé é o fundamento da esperança, como dizia Pe. Leonel Franca, e esperança é o que fundamentalmente procuramos transmitir a alguém quando desejamos: Tenha fé!
Então, quando desejo que "tenhas fé" , não estou pensando em conversão, ou que todo o mal irá simplesmente desaparecer. Não.
Quando desejo que "tenhas fé", estou me unindo a você na esperança de que a fé te torne forte o suficiente para enfrentar a adversidade pela qual você está passando.
Estamos juntos.
Tenha fé!

terça-feira, 17 de maio de 2016

Diálogo inusitado entre a Razão&Ética (Re) e a Militância de Antolhos (Ma)

(Re)- E aí, caro amigo, como vai ? E a família ?
(Ma) – Fala coxinha! Olha que se a Dilma cair, a solução de vocês será com o Temer e o Cunha.
(Re)- Calma, cara! Por quê dessa agressividade? Sei que, em geral, quem não tem argumentos apela para a desqualificação, mas isto é assumir a falta de defesa, além de ser uma ignorância desnecessária.
Até porque, o fato de apoiar o impedimento da Dilma, não significa apoiar outros políticos que tenham agido também de forma errada.
Assim como há o processo de impedimento contra a Dilma, há também processos contra o Cunha, o Renan, etc e , tais pessoas, também não ficarão impunes. Não os apoio também.
Apoiar o impedimento, que é um processo legal, da Dilma, não significa apoiar tipos como o Eduardo Cunha, o Bolsonaro, o Jean Wyllis, o Renan, etc.
Como já foi dito: para matar a jararaca não se corta o rabo, mas a cabeça.!
(Ma) – Mas vocês atacam a Dilma e se esquecem que o FHC e outros também fizeram o mesmo.
(Re)- O que outros possam ter feito não autoriza a que , quem vem depois, faça também. Não apoio nem um , nem outro e acho que tentar defender a Dilma com acusações a outros, ao invés de argumentar contra o motivo da acusação é prova bastante da própria acusação.
(Ma) - Mas o Moro só acusa os nossos companheiros e não os corruptos do PSDB.
(Re) – O Moro julga aqueles sobre os quais os promotores apresentam denúncias, que não importa quem sejam, devem ser e serão julgados. Atacar um juiz, porque julga acusados de crime é algo tão absurdo , que só pode sair da cabeça de ignorantes, ou de quem também tem uma visão retorcida de honestidade, de justiça.
Não importa quem sejam: corruptos tem que ser punidos e alegar que outros já fizeram antes, não é defesa, é confissão de culpa.
(Re) – A Dilma está sendo acusada de crime de responsabilidade fiscal e vocês a defendem com a acusação de que é vingança do Cunha !
A Dilma está para ser acusada de crime de obstrução da justiça, por conta da nomeação do Lula e vocês a defendem com a acusação de que o juiz Moro não julga com imparcialidade !
Ora, isto está mais para confissão do que para defesa.
Se o partido, contra todos os pressupostos iniciais de defesa da ética, contra a corrupção, esquece tudo e orienta a militância a defender acusados de tais desvios, acusando que outros já fizeram igual ou pior, isto é uma traição ao ideal inicial; à lealdade devida e libera a militância séria de qualquer dever contrário aqueles ideais nobres.
Pegue o remo do seu barco e não o deixe ser levado na maré de lama causada pela corrupção, pelo interesse no poder pelo poder.
No barco em que todos navegamos, se você se deixa guiar pela Razão&Ética, você ReMa o seu barco e é responsável pelo curso, mas se você se deixa guiar por uma militância de antolhos, que segue sem qualquer contestação qualquer ordem de quem traiu seus ideais, o seu barco é levado pela MaRé.
A escolha, bem como as conseqüências, é de cada um.
Fuja dos antolhos, pense !

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Lealdade é uma virtude de mão-dupla !



Lealdade é uma virtude de mão-dupla e dependente da comunhão de princípios de ambos os lados da relação.

Se a lealdade for baseada em princípios de honestidade e justiça, a quebra destes por um dos lados libera automaticamente o outro lado.

Se um dos lados rompe com esses princípios, fica liberado da lealdade o outro lado, pois que não há mais a comunhão de princípios entre as partes. Se permanecer a relação de lealdade é porque não houve rompimento dos princípios que a norteiam, ou seja, ambos os lados concordam com os novos princípios assumidos, independente de serem eles virtuosos ou não.

Quando um empresário assume que foi procurado por um político, que lhe pede propina e intima-o a pagar tal propina revestida de uma forma legal, tal qual uma doação ao partido ou ao próprio político, isto tem que ser avaliado pela militância até então leal ao tal político e/ou partido.

Se o militante era leal por comungar de valores de honestidade e justiça, este militante, então, fica liberado dessa lealdade – já rompida unilateralmente pelo político/partido -, mas se mantém essa lealdade é porque concorda e apóia aquela atitude desonesta e anti-ética.

Se um político e/ou partido se alia e se aconselha com um ex-ministro, outrora expoente de uma ditadura e o militante tem entre suas bandeiras o repúdio àquela ditadura e aos seus representantes, rompeu-se o dever de lealdade entre a militância e o político e/ou partido, do contrário haverá incoerência entre a bandeira que levanta e a aliança que apóia.

É sinal de liberdade, de independência, não deixar que se lhe coloquem antolhos, que obriguem a olhar apenas em uma direção, uma direção imposta, não escolhida livremente. É preciso arrancar tal barreira e procurar enxergar tudo em volta. Ter a liberdade do livre-pensar e a firmeza de cortar laços de lealdade com quem não foi leal aos princípios básicos dessa virtude, que é de mão-dupla.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Sim, ao desarmamento! (2)


A chamada "bancada da bala", volta-e-meia tenta retomar uma discussão visando à derrubada do Estatuto do Desarmamento.

A par dos interesses dos fabricantes de armas que, claro, querem proteger seus comércios, essa tal "bancada" e seus integrantes que ousam dizer-se "defensores de direitos", em qualquer sentido, NÃO visam a defesa da sociedade e, sim, seus próprios interesses e dos grupelhos que, de fato, representam.

Ao retornar o assunto, onde basicamente se deveria responder sim ou não à pergunta: “Você é a favor da proibição do comércio de armas no país ?”, podemos e devemos refletir:

1) Os tais defensores da liberação de armas tentam, com falácias, fazer-nos crer que não houve redução da violência com a adoção do Estatuto do desarmamento. Mentira !
O ano de 2004, primeiro de proibição de porte civil e vigência do Estatuto, registrou a primeira queda no índice de homicídios no país após mais de uma década de crescimento ininterrupto. Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Espírito Santo, que vêm encarando o controle de armas com seriedade e combinando-o com políticas de segurança pública integradas, estão vivendo quedas consecutivas e consistentes em seus índices de homicídio. Não à toa, três secretários de segurança pública (SP, RJ, ES) assinaram a carta aberta em apoio ao Estatuto do Desarmamento. (*)

2) Outra mentira da bancada da bala e de seus seguidores é tentar fazer-nos crer que a “arma do cidadão de bem não comete crime”. Mentira !
A arma do cidadão de bem comete crime sim!
A ligação entre mercado legal e mercado ilegal é amplamente comprovada. A CPI do Tráfico de Armas da Câmara dos Deputados de 2006 analisou as armas apreendidas, ou seja, envolvidas em crimes, e documentou que 86% das armas apreendidas provinham do mercado nacional, ou seja, haviam sido fabricadas e vendidas no Brasil. 68% das armas relacionadas a crimes haviam sido vendidas por lojas autorizadas sendo 74% destas para pessoas físicas e 25% para empresas de segurança privada. 18% das armas foram desviadas das forças de segurança do país.
Pesquisa mais atual, realizada pelo Instituto Sou da Paz em 2011 e 2012, com mais de 14 mil armas apreendidas na cidade de São Paulo, identificou que 78% delas eram nacionais. 2/3 das armas de fogo tinham sido produzidas antes do Estatuto (2003), o que comprova que o controle mais rígido dificultou o acesso às armas também para a criminalidade e que sentimos até hoje os efeitos perversos da legislação permissiva que existia anteriormente.
Ou seja, a arma do “cidadão de bem” também abastece o mercado ilegal! (*)

Para não me alongar demais, é preciso também usar da razão e, com isto, observar com clareza o que a realidade nos mostra, dia-a-dia, ou seja: no Brasil, boa parte dos homicídios são praticados por motivos fúteis, conflitos cotidianos que com a presença da arma acabam em mortes. Com uma arma em mãos ou em casa é muito mais provável que ela seja utilizada em pequenos conflitos. Qualquer um está sujeito a perder a cabeça. Se a arma está presente, facilmente pode ser usada. A presença de armas de fogo nas residências também aumenta as chances de suicídios e acidentes, em especial envolvendo crianças e adolescentes.

Ser contra o desarmamento é ser a favor da violência, é ser a favor da lei do mais forte, ou do armado (mais armado).

Ser contra o desarmamento é regredir na evolução humana.
(*)Instituto Sou da Paz (menosarmasmaisvidas.org.br/ )

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Feliz Natal ?

Feliz Natal ?
Um amigo me disse que não poderia me desejar feliz natal, porque não era católico, por outra, é ateu.
Então eu lhe disse: mas o Natal não é só para quem é católico. Para nós, a comemoração desse nascimento é uma alegria da qual todos participam, porque é de todos, para todos. Veja bem:
Pense em uma energia, um conceito, um conjunto de valores, nomeie como quiser, mas que seja aquilo que não se pode pensar algo de maior, ou de mais perfeito. Pensou?
Guarde em você esse pensamento radical.
Exatamente por não se poder pensar nada de maior, logicamente, você terá o padrão, o fundamento a que você poderá se referenciar em tudo o mais.
Por ser aquilo que não se pode pensar nada de maior, ou melhor, você, lógico, vai querer para voce.
Por pensar algo tão maior, tão perfeito, seria lógico que você desejasse que todas as pessoas compartilhassem desse Bem.
Por pensar um Bem tão maior é lógico e natural que os princípios daí extraídos te auxiliem na vida e que você deseje que também a todos auxilie.
Por pensar um Bem tão maior, portanto ideal de justiça, é lógico e natural que você almeje a Justiça para si e para todos.
Por pensar um Bem tão maior é lógico e natural que você não queira abandonar esse referencial maior, que o seu intelecto pode conceber. Da mesma forma, você desejará o mesmo para as outras pessoas
Então, que assim seja.

Caro amigo, essa é, para nós, a intenção do Natal e é exatamente como falamos (rezamos) todos os dias. Veja bem:
Pense em uma energia, um conceito, um conjunto de valores, nomeie como quiser, mas que seja aquilo que não se pode pensar algo de maior, ou de mais perfeito.
Guarde em você esse pensamento radical.
Exatamente por não se poder pensar nada de maior, logicamente, você terá o padrão, o fundamento a que você poderá se referenciar em tudo o mais.
PAI NOSSO, QUE ESTÁS NO CÉU, SANTIFICADO SEJA O TEU NOME.
Por ser aquilo que não se pode pensar nada de maior, ou melhor, você, lógico, vai querer para você.
VENHA A NÓS O VOSSO REINO.
Por pensar algo tão maior, tão perfeito, seria lógico que você desejasse que todas as pessoas compartilhassem desse Bem.
SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, ASSIM NA TERRA, COMO NO CÉU.
Por pensar um Bem tão maior é lógico e natural que os princípios daí extraídos te auxiliem na vida e que você deseje que também a todos auxilie.
O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE.
Por pensar um Bem tão maior, portanto ideal de justiça, é lógico e natural que você almeje a Justiça para si e para todos.
PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO.
Por pensar um Bem tão maior é lógico e natural que você não queira abandonar esse referencial maior, que o seu intelecto pode conceber. Da mesma forma, você desejará o mesmo para as outras pessoas.
NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO, MAS LIVRAI-NOS DE TODO MAL.
Então, que assim seja.
AMÉM.
Esse é o espirito do Natal. Para todos, por todos.
Feliz Natal!

sábado, 19 de dezembro de 2015

Minha Benção !

Há 33 anos, N. Sra. da Conceição ouviu as minhas orações e, por isso, Deus me concedeu um dos meus maiores pedidos, uma benção maravilhosa.

Te amei antes que você existisse.

Te amei em silêncio.

Te amei sempre e desde sempre.

Amo você e amarei para sempre, não só como A minha benção, mas como uma benção divina que recebi de N. Senhora, de N. Sr. Jesus, Deus Pai e Espírito Santo, a Quem peço sempre que te abençoem, protejam e guiem para sempre.

Feliz  aniversário, minha benção, meu orgulho, meu amor !

Amo você.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A arte não pode ser imposta!


   Se você está em um ambiente aberto, sem inconvenientes à arte - a rua, por exemplo - e se depara com um "artista de rua" se apresentando, você pode, se quiser, parar para escutá-lo, apreciar aquela arte e, se for o caso, até contribuir com o artista. É uma opção sua.

    Se você está em um ambiente fechado, com inconvenientes à arte - um vagão de metrô, por exemplo - onde muitos podem aproveitar o tempo de confinação obrigatório para ler, ou rezar, ou meditar, ou refletir sobre assuntos próprios, ou manter uma conversação com outra pessoa e, de repente, se depara com alguém que, sem mais nem menos, começa uma apresentação musical, que querendo ou não, atrapalha as suas reflexões, a sua leitura, a sua conversa, etc, isso é uma imposição de arte.

   E, se essa imposição, além de toda inconveniência a quem não tem como escapar, não optou por assistir , ao final, o "artista" que impôs esse incômodo, ainda solicita uma contribuição financeira, mesmo opcional  ?
Isto não é arte para “alegrar” – como alegam-, isto é comercialização da arte, e incômodo.

   A arte não pode ser imposta. A arte tem que estar disponível, para quem quiser procurá-la e, aí então, apreciá-la e até pagar por ela, quando for o caso.

   -"Ah, os incomodados que se mudem!", dirão os politicamente corretos.
   Mas, os "incomodados" não estavam incomodando ninguém, não estavam em um ambiente optativo, mas sim num transporte público, obrigatório para o seu deslocamento para casa, ou para o trabalho, aproveitando aquele tempo de confinação obrigatória para pensar, refletir, rezar, ler, meditar, conversar com outro, etc, sem incomodar qualquer outro e merecendo não ser incomodado.

    Será que aqueles “politicamente corretos” teriam a mesma posição, se , ao invés de tais “músicos”, fossem grupos de religiosos, ou grupos políticos discursando suas idéias, ou torcedores fanáticos impondo suas preferências, enfim algo do gênero, que atrapalhasse aquela reflexão, aquela leitura, aquela conversa com o outro ao lado ?

   Tudo tem hora e lugar.  A arte é essencial e tem que ser respeitada e estar disponível para quem a busque, assim como o direito de cada um aproveitar o tempo de transporte público obrigatório, sem incomodar aos demais, para poder refletir, ler, meditar, rezar, conversar com outros, enfim, não ser incomodado com imposições de que tipo ou gênero for.

   A arte não pode ser imposta. A arte tem que estar disponível, para quem quiser procurá-la e, aí então, apreciá-la e até pagar por ela, quando for o caso.